doeu, como sempre.
doeu como se nossa união tivesse sido ontem e nossa despedida, hoje.
achei que havia superado, que tudo havia passado
mas o amor, por mais que doa, ainda está aqui.
me lembrei dos lírios brancos
de como representam a pureza de nosso amor e a efemeridade do nosso tempo.
disseram que você é meu anjo da guarda.
não quis me prolongar
não tenho que te perdoar;
não há magoa
há dor, sim;
memórias ruins.
mas amor
puro, por vezes esquizóide e deturpado
marcado pelas confusas e infinitas vidas passadas.
eu te amo
amo nossas cicatrizes, amo nossas dores, amo nosso futuro improvável.
amo teu cuidado e sofro enquanto não nos unimos em um.
por hora tento seguir;
busco a paz e o sentido desta vida
e sigo, sabendo que no pos mortem te encontrarei.
que em um futuro não tão distante estaremos juntos
e que esta vida findará e nossa união será eterna;
te espero, te amo, te quero.