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terça-feira, 8 de setembro de 2020

me lembrei de você

doeu, como sempre.
doeu como se nossa união tivesse sido ontem e nossa despedida, hoje.

achei que havia superado, que tudo havia passado
mas o amor, por mais que doa, ainda está aqui.

me lembrei dos lírios brancos
de como representam a pureza de nosso amor e a efemeridade do nosso tempo.

disseram que você é meu anjo da guarda.

não quis me prolongar
não tenho que te perdoar;
não há magoa
há dor, sim;
memórias ruins.

mas amor
puro, por vezes esquizóide e deturpado
marcado pelas confusas e infinitas vidas passadas.

eu te amo
amo nossas cicatrizes, amo nossas dores, amo nosso futuro improvável. 
amo teu cuidado e sofro enquanto não nos unimos em um. 

por hora tento seguir;
busco a paz e o sentido desta vida
e sigo, sabendo que no pos mortem te encontrarei.

que em um futuro não tão distante estaremos juntos
e que esta vida findará e nossa união será eterna;

te espero, te amo, te quero.