o cheiro da tua pele reside em meu cobertor.
ainda sinto o peso de tuas mãos em meu pescoço, nossa respiração em sincronia.
lembro dos nossos passeios noturnos, de quando olhávamos as estrelas fingindo saber o nome de cada constelação.
hoje meu peito dói e a mão gigante voltou a apertar meu coração;
meus pulmões clamam por ar.
talvez eu não possa ser amada; eles estavam certos!
certo?
me quebrei e não fui capaz de me reconstruir
talvez nunca seja;
nada será como antes.
de todas as formas que tento,
com todos os homens e mulheres
céus e infernos
anjos e demônios
seres outros cujo nome não me atrevo a dizer.
todos que amei, que me deitei, que me doei.
sempre servindo
nunca recebendo.