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sábado, 5 de setembro de 2020

 o cheiro da tua pele reside em meu cobertor.
ainda sinto o peso de tuas mãos em meu pescoço, nossa respiração em sincronia.

lembro dos nossos passeios noturnos, de quando olhávamos as estrelas fingindo saber o nome de cada constelação.
hoje meu peito dói e a mão gigante voltou a apertar meu coração;

meus pulmões clamam por ar.

talvez eu não possa ser amada; eles estavam certos!
certo?

me quebrei e não fui capaz de me reconstruir
talvez nunca seja;
nada será como antes. 

de todas as formas que tento, 
com todos os homens e mulheres
céus e infernos
anjos e demônios 
seres outros cujo nome não me atrevo a dizer.

todos que amei, que me deitei, que me doei. 
sempre servindo
nunca recebendo.