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quarta-feira, 2 de setembro de 2020

nove de abril de dois mil e vinte. quinta-feira, nove horas e trinta e nove minutos.

digitei e apaguei diversos inícios. 
uma nostalgia diferente invadiu meu corpo no dia de hoje. 
estamos passando por um momento caótico (vivemos em um século caótico) que basicamente nos perdemos de nós mesmos.
quantos planos, quantos sonhos, quanto tempo temos perdido em prol de dogmas sociais?
quantos sonhos você reprogramou e apenas aceitou o fardo cotidiano?
sempre fui um tanto questionadora a respeito destes dogmas, e por fim me encontro em uma profissão tão tradicional que o eu de 10 anos atrás nunca aceitaria.
aceitar.
sempre foi sobre isso.
eu não era nada além de uma adolescente normal, por mais que não me sentisse assim.
havia tanta raiva dentro de mim,
um ódio contra mim mesma, contra o mundo
e ao mesmo tempo não havia nada.
nada além de um vazio torpe.
eu nunca me permiti amar, sentir qualquer emoção que seja.
criei um muro enorme que hoje luto para remover, tijolinho por tijolinho.
eu tenho tanto a dizer que mal consigo ordenar os pensamentos,
eu tenho tanto o que sentir que mal cabe no peito.
então escrevo
escrevo e escrevo
palavras desconexas, busca finita por aquilo que possa permear quem sou... o que sinto.
como sinto.