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quarta-feira, 16 de setembro de 2020

 enquanto escrevia em meu diário hoje, notei algo interessante sobre meu ser. 

dado que neste espaço é onde desnudo minha alma e escrevo sobre os mais confusos tópicos que me afligem, é o local ideal para discorrer sobre este pensamento em especifico. 

sempre tive certos conflitos internos sobre quem sou. do que gosto e não gosto. principalmente pelo fato de eu ser extremamente intensa e mutável. 
mas ultimamente, em meio a este caos quarentenal, me questionava sobre o quanto a solidão me afeta (ou não). sobre como amo o silencio e ao mesmo tempo o barulho da cidade grande. e mesmo não gostando de "etiquetas sociais" me questionava sobre quem sou e o que prefiro. 

notei hoje, pela manhã, que sim, gosto de estar só. gosto do silencio e de entrar em contato com minha alma. mas mais que isso, notei que quero estar só apenas quando estou bem. que quando tenho algum conflito, minha tendência é congelar e me afastar da problemática. 

e esse entendimento veio por eu estar passando por uma semana difícil, com crises depressivas e saudade de casa. pelo "eu te amo" não dito de volta quando liguei pra minha mãe, pelas mensagens que não chegaram dos meus amigos conferindo como estou ou se preciso de algo. notei que minha válvula de escape foi sair, mesmo que sozinha em busca de companhia, foram as várias ligações para todos os contatos no meu celular buscando alguém para conversar. não sobre o que sentia ou pensava, mas sobre qualquer coisa que me tirasse de mim. 

mas tudo que consegui foram carteiras de cigarro e garrafas de vinho. 

notei que em outros tempos sairia em busca de um sexo casual, vazio e sem sentido. que imploraria por atenção de qualquer outro ser que pudesse me dar um pedacinho de si para tapar o buraco em meu peito. 
e perceber isso trouxe a luz inúmeras falhas em minha alma, inúmeros comportamentos autodestrutivos que sempre ignorei. 

perceber isso trouxe a tona um lado caótico que nunca havia notado e que agora, sinto a ânsia de consertar.