me envolvi em sua fumaça inebriante que confunde minha espiritualidade com a razão do pensamento científico.
um sentimento desesperador e sufocante toma conta do meu peito e tenho dificuldade para respirar.
te sinto;
te vejo.
prendo um cigarro.
dois...
três...
sinto teus braços abertos, prontos para me abraçar, para dar todo o afeto que clamo.
e me questiono: estariam os remédios fracos?
estaria eu afastada de minha espiritualidade?
ambos?
esta noite dormi abraçada a imagem de uma santa.
dormi implorando por ajuda;
por luz;
por força.
por que o ar não chega em meus pulmões?
por que não consigo tirar de mim esta angustia infundada?
por que meus malditos hormônios não atuam como deveriam?
por que deixei isso acontecer?