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quinta-feira, 17 de setembro de 2020

você voltou tão sorrateira que quase não notei. 

me envolvi em sua fumaça inebriante que confunde minha espiritualidade com a razão do pensamento científico. 
um sentimento desesperador e sufocante toma conta do meu peito e tenho dificuldade para respirar.

te sinto;
te vejo.

prendo um cigarro.
dois...
três...

sinto teus braços abertos, prontos para me abraçar, para dar todo o afeto que clamo.

e me questiono: estariam os remédios fracos? 
estaria eu afastada de minha espiritualidade? 
ambos? 

esta noite dormi abraçada a imagem de uma santa.
dormi implorando por ajuda;
por luz;
por força.

por que o ar não chega em meus pulmões? 
por que não consigo tirar de mim esta angustia infundada? 
por que meus malditos hormônios não atuam como deveriam? 

por que deixei isso acontecer?