memórias, sonhos, medos...
angustia e solidão
o vazio que aos poucos se completa
esperança?
desnudo-me enquanto escrevo palavras aleatórias
me abro
penetro no meu cerne
puro
livre e violento
aquele que ninguém viu
aquele que ninguém vê.
por anos tentei mudar meu eu
mas já não consigo fingir, tampouco esconder.
a ansiedade toma conta do meu corpo.
danço no emaranhado frio de sua energia;
me recosto no doce peito da depressão.
abraço meu eu mais obscuro
e numa dança quase erótica, me liberto
formando um.